Tuesday, November 21, 2017

A Arabia Saudita e Israel - A Aproximação de Inimigos - 19/11/2017

Há exatamente 40 anos, no dia 19 de novembro de 1977, o então presidente do Egito, Anwar Sadat, voou do Cairo para Israel e fez um dos discursos mais impactantes da história da Knesset, o parlamento israelense. A visita tinha sido organizada rapidamente na semana anterior e foi o ponto de partida para o primeiro tratado de paz entre Israel e um estado Árabe.

A estrondosa recepção de Sadat seguida da assinatura do tratado de paz na Casa Branca criou uma onda de protestos através do mundo islâmico, tornando-se um espinho no pé da Liga Árabe. Apenas 10 anos antes, seus membros haviam aprovado a resolução de Khartum que ficou conhecida como a dos três nãos: não à paz com Israel, não a negociações com Israel e não ao reconhecimento de Israel.

Passaram-se outros 17 anos para que a Jordânia assinasse o seu tratado de paz e ela só o fez depois de Israel e os palestinos terem assinado os Acordos de Oslo. Acordos que até hoje não se converteram em qualquer paz.

Desde 1994 governos árabes e muçulmanos adotaram uma agenda de radicalização islâmica que muito contribuiu em promover o antissemitismo e anti-israelismo entre suas populações. Hoje, este ânimo contra Israel e judeus está arraigado na cultura destes países. Uma política que na conjuntura atual lhes é contraproducente, e dificílima de reverter de uma hora para outra.

Mas isto não quer dizer que não estão tentando. E não mais de um modo sutil e secreto. A última evidência veio esta semana de uma fonte surpreendente: uma entrevista num jornal oficial saudita. O entrevistado não foi outro que o Chefe das Forças Armadas de Israel, General Gadi Eisenkot.

Se recentemente sentíamos novos ventos soprando na região, isto foi uma tempestade de areia! É a primeira vez que um oficial israelense dá uma entrevista para a mídia saudita. Mas o que mais impressionou foi a conclusão da entrevista: que a Arábia Saudita e o Irã estão cada vez mais próximos de um conflito armado e que há uma convergência de interesses que levaram os sauditas a abrirem suas portas para Israel.

O General Eisenkot disse que “Israel está pronta a dividir inteligência com os sauditas, se necessário, e que hoje não há como negar os interesses mútuos”. E que “o Irã quer controlar o Oriente Médio criando um corredor xiita que se estende de Teerã ao Líbano e do Golfo pérsico ao Mar Vermelho e é imperioso impedir que isto aconteça”.

A abertura dos sauditas é tão extraordinária que rumores têm se espalhado na mídia árabe sobre uma visita secreta que o príncipe herdeiro do trono saudita Mohamed Bin Salman teria feito a Israel em setembro.

Neste contexto, a entrevista publica de Eisenkot a um jornal oficial, é uma admissão aberta da aliança dos antigos inimigos.

O príncipe herdeiro saudita, apesar de muito jovem, sabe muito bem como navegar na política de seu país. Para eliminar qualquer oposição, ele está fazendo uma limpeza na família real, tendo mandado prender vários membros fabulosamente ricos, acusando-os de corrupção. Mas o príncipe também está indo contra os clérigos da velha guarda, os defensores do wahabismo, da irmandade muçulmana e outros movimentos islâmicos radicais, algo que ninguém teve a coragem de fazer no passado. Ao mesmo tempo, ele tem promovido clérigos que pregam a abertura, a tolerância, especialmente com o cristianismo e judaísmo, e tem avançado o direito das mulheres que finalmente terão o direito de dirigir automóveis, de votarem e serem votadas e de participarem de eventos nacionais. Uma prova que ele quer fazer seu reinado se aproximar do ocidente.

Mas ainda melhor que a entrevista de Eisenkot, foi o fato de a Arábia Saudita ter intimado Mahmud Abbas na semana passada para uma reunião no reinado. No encontro, os sauditas teriam exigido que o líder palestino aceite o plano de paz com Israel que será proposto pelo presidente Trump ou então que renuncie. Um plano que, de acordo com o Canal 10 da tevê israelense, não contempla a retirada de assentamentos judeus da Judeia ou Samaria, não lida com Jerusalem ou com o direito de retorno de palestinos para Israel própria. Em troca, os Estados Unidos reconheceriam a Palestina como Estado e dariam um pacote de ajuda financeira.

Parece que a avenida que os palestinos tomaram para ir empurrando com a barriga as negociações com Israel chegou ao fim. Mas como sua liderança nunca perde a oportunidade de perder uma oportunidade, Abbas pediu na semana passada que a Corte Internacional de Justiça processasse israelenses por supostos crimes contra os palestinos.

No dia seguinte a administração Trump devolveu a bofetada. Invocando uma provisão obscura da lei americana, o secretário de estado Rex Tillerson declarou que se os palestinos não entrassem em negociações diretas e substantivas com Israel em 90 dias, iria ordenar o fechamento da missão da OLP em Washington.

O porta-voz da Autoridade Palestina, Saeb Erekat, disse que se os Estados Unidos fechassem a missão, eles não mais retornariam à mesa de negociações. Quer dizer, vão continuar na mesma.

Por seu lado, para colocar panos quentes, o ministro das relações exteriores palestino, Riad al-Maliki, declarou que a Arábia Saudita havia garantido que não normalizaria as relações com Israel antes de ela chegar a uma solução de paz com os palestinos.  

A declaração de Maliki pode também ter sido uma resposta à um artigo circulado no jornal da Hezbollah Al-Akhbar sobre um documento secreto, alegadamente escrito pelo ministro do exterior saudita sobre um plano de paz regional que isolaria o Irã.

Recentemente, várias figuras importantes do aparato palestino foram pegas se aproximando do Irã. Entre elas, o vice chefe político do Hamas, Saleh Al-Arouri que visitou Teerã no mês passado, escandalizando os sauditas. Isto não seria importante se a Autoridade Palestina não tivesse assinado um acordo de reconciliação com o Hamas. Os sauditas querem ver o Hamas desarmado e dissolvido e tem apoiado Abbas para tanto. E junto com a Arábia Saudita, estão os outros países do Golfo Árabe que fornecem ajuda econômica vital a Abbas.  

Toda esta virada geopolítica está muito interessante. Israel tem que aproveitar a aproximação saudita e a claridade da administração Trump e alavancar sua posição ao negociar com Abbas, se o líder palestino se dobrar às ameaças e finalmente sentar na mesa de negociações. Mas ele é um osso duro de roer.

Ele não cumpriu nenhuma promessa feita ao seu povo, especialmente o de conseguir o direito de retorno de refugiados para dentro de Israel própria. Mas nem mesmo uma melhora no padrão econômico dos palestinos, apesar de todos os bilhões de dólares que ele já recebeu.

Israel sabe que chegou o momento de conseguir um acordo favorável com os palestinos. Com os sauditas, as crescentes aberturas a Israel seriam ótimas noticias, não fosse o Irã estar à espreita. Elas podem ser na verdade, um sinal agourento de que uma guerra com os aiatolás está cada vez mais próxima.






Tuesday, November 7, 2017

Novamente Nova Iorque e a Virada no Líbano - 05/11/2017

Mais uma vez Nova Iorque foi alvo de um ataque sem qualquer sentido, perpetrado por um cretino vindo do Uzbequistão, que ganhou a residência na América através do programa de loteria de green cards.
Este programa, criado pelos democratas, visa a abrir a imigração americana para países que têm pouca representação no país. Todo o ano mais de um milhão de pessoas disputam os 50 mil vistos de residência. Agora o Presidente Trump mandou cancelar este programa e criar um outro, baseado não em loteria, mas em mérito, para pessoas que possam agregar à sociedade americana e não se tornarem um peso ou pior, terroristas.
Ao se mudar para a Florida, este energúmeno do Uzbequistão trouxe 23 pessoas de sua família imediata. Fantástico, não? Quer dizer, ele se inscreve para uma loteria dificílima de ganhar, porque supostamente quer uma vida melhor para sua família. É escolhido! Muda-se com um batalhão de gente e aí decide que quer tornar a América no buraco de onde ele saiu. Sim, porque o objetivo destes “soldados” de Alá é o de impor ao mundo a lei islâmica, a shaaria, o avançado e moderno sistema aonde homossexuais são jogados de prédios, mulheres estupradas são apedrejadas, roubo é punido com amputações e outros crimes como a conversão a outra religião, levam à decapitação. E para nos convencer a adotar este modelo maravilhoso, eles têm que atacar o maior defensor das liberdades individuais do globo. Este imbecil ainda teve a cara de pau de exigir que pendurassem uma bandeira do Estado Islâmico em seu quarto de hospital!
O problema é que agora é tarde demais. Através deste e de outros programas para refugiados, os Estados Unidos abriram as portas a estes derrotados que precisam acertar somente uma vez para causarem morte e destruição enquanto que as autoridades policiais têm que acertar todas as vezes para evitar estes ataques.  Os irmãos Tsarnaev também vieram para os Estados Unidos como “refugiados” do Quirguistão. Assim que se estabeleceram, voltaram para sua terra natal. Que refugiados são estes?
Os pais de Omar Mateen, o perpetrador do massacre no bar gay em Orlando no ano passado, vieram como refugiados do Afeganistão; e o ataque em San Bernardino um ano antes foi cometido por Rizwan Farook e sua mulher do Paquistão. E não podemos esquecer o egípcio Hesham Mohamed Hadayet que atacou o balcão da El Al em Los Angeles em 2002 e que também veio para a América através da loteria.  São dezenas de vidas de americanos e turistas inocentes que poderiam ter sido poupadas não fosse o politicamente correto descontrolado que assola os Estados Unidos.
Mas agora com Trump, esta política vai mudar e infelizmente, pessoas de países neutros como o Brasil, encontrarão dificuldades muito maiores para conseguirem vistos para os Estados Unidos.
No Oriente Médio, as coisas tomaram um rumo muito preocupante esta semana. O primeiro ministro do Líbano, Saad Hariri, resignou de seu posto ontem, durante uma viajem à Arábia Saudita, menos de um ano após aceitar a nomeação. Num discurso televisado da capital Riad, Hariri disse ter medo por sua vida e que o Líbano passava pelo mesmo clima que em 2005 custou a vida de seu pai Rafik Hariri, assassinado supostamente pela Hezbollah.
Hariri não mediu as palavras para atacar Teerã. Ele disse que o “mal que o Irã promove na região afeta o destino de vários países espalhando caos, discórdia e destruição por onde vai”.
Agora o presidente Michel Aoun, que é cristão, tem que aceitar a resignação de Hariri. Isto irá afetar substancialmente a influência do Irã no Líbano. Neste pequeno país, que faz fronteira com o norte de Israel, o governo é partilhado entre as maiores facções religiosas. O presidente é cristão, o primeiro ministro muçulmano sunita e o porta-voz do governo, muçulmano xiita. Mas quem manda mesmo no país é a Hezbollah e o Irã. A resignação de Hariri tira a legitimidade e o equilíbrio deste arranjo e ameaça o Irã. Isso facilmente poderá levar o Líbano a uma nova guerra civil. Hariri disse que “a política imposta pela Hezbollah colocou o Líbano no olho da tempestade, através de suas armas apontadas para o peito dos sírios e libaneses”. Será muito difícil para Aoun conseguir outro primeiro-ministro sunita que substitua Hariri nestas condições.

O Irã reagiu duramente dizendo que a resignação era um complô da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, mostrando seu medo de perder o controle sobre o Líbano.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu por seu lado, disse que “a resignação de Hariri deve ser um despertador para a comunidade internacional para a ameaça das ambições regionais do Irã que põem em perigo não só Israel, mas todo o Oriente Médio”.

Netanyahu disse que o Irã está devorando um país atrás do outro. O Iraque, a Síria, o Líbano e o Iêmen. E isso é verdade. Ontem, logo após o anuncio de Hariri, um míssil iraniano foi lançado do Iêmen em direção ao aeroporto internacional de Riad. O míssil foi interceptado, mas ficou claro  que o objetivo do Irã é cercar a Arábia Saudita para depois estrangulá-la. Isto é uma escalação de violência que pode incendiar toda a região sem contar com os tiros e mísseis da Síria que diariamente derramam para dentro de Israel.

Por outro lado, Netanyahu disse que a boa noticia é que os países sunitas começaram a estender a mão para Israel e “isso é algo que ele nunca esperava ver acontecer”. Que “hoje Israel estava trabalhando duro para estabelecer uma aliança efetiva com os estados sunitas e combater a agressão Iraniana”.

O Irã se posicionou na Síria para sujeita-la econômica e militarmente, como o fez com o Líbano. E apesar de Netanyahu ter prometido que não deixará o Irã dominar a Síria, isto será muito difícil evitar enquanto Bashar Al-Assad, que é xiita, continuar como presidente da Síria.

Enfim, as coisas estão rapidamente tomando um rumo incerto no Oriente Médio. O míssil enviado para Riad ontem à noite pelo Irã pode ter sido um aviso aos sunitas que eles não estão brincando. Mas pode ter sido também um aviso para Donald Trump, que está visitando a Ásia, e pretende ir para a Coreia do Sul. Um aviso para os Estados Unidos não mexerem com seu aliado a Coreia do Norte, que Teerã usa para avançar seu programa nuclear.

Estamos vivendo um impasse com estes estados tiranos. Não é o mesmo que a Guerra Fria, pois a União Soviética tinha receio de uma resposta a altura dos americanos. Estes governos do Irã e Coreia do Norte, ao contrario, estão convidando tal ataque. Como dizemos, se fugir o bicho pega, se ficar o bicho come.

Este impasse foi criado por administrações americanas anteriores que permitiram estes ditadores adquirirem armas nucleares e ameaçarem o mundo livre. Mas se não fizermos algo agora, depois estaremos verdadeiramente à mercê dos que almejam destruir tudo o que a civilização ocidental alcançou neste último milênio. 

Não há mais tempo para deixar para depois. Não é uma questão de quando, mas de como nos defendemos. É nisso que temos que nos focar daqui para frente. 

Sunday, October 29, 2017

A Vergonhosa Mistura de Esporte e Política - 29/10/2017

Hoje vamos começar com um escândalo no mundo dos esportes que foi simplesmente ignorado pela mídia mundial.

Na semana passada ocorreu o Campeonato Mundial de Judô em Abu Dhabi, com a participação de 47 países. Abu Dhabi é um dos sete Emirados Árabes, que está agressivamente gastando bilhões de dólares para trazer seu país para dentro da comunidade internacional e se tornar um destino atraente para turistas e eventos internacionais. E isso seria uma coisa boa, se seu objetivo não fosse somente o prestígio e o reconhecimento cosmético. Os Emirados se recusam a fazer qualquer modernização social que realmente os trariam ao seio das nações.

Chibatadas, apedrejamentos, amputações e penas de morte por apostasia e homossexualidade são parte do dia a dia nos Emirados. Organizações de direitos humanos denunciaram desaparecimentos e tortura em prisões secretas. Eu mesma, ao visitar uma família relacionada com o emir de Dubai vi a presença de escravas na casa. Não em correntes, mas sentadas no chão, em volta da cadeira da senhora da casa.

Apesar de tudo isso, e o fato de não serem signatários da maioria dos tratados internacionais de Direitos Humanos, os Emirados foram eleitos como membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O mesmo que tem a agenda numero 7 que obriga a discussão e inevitável condenação de Israel a cada sessão, por alegadas violações de direitos humanos contra os palestinos.

E os Emirados tomaram seu papel seriamente votando em condenar Israel a cada sessão e submetendo resoluções contra o estado judeu acusando-o de apartheid.

Bem, voltando ao campeonato mundial de judô na semana passada, os Emirados não tiveram como impedir a participação de Israel, mas conseguiram ostracizar e humilhar seus atletas ao silêncio do mundo e da Federação Internacional de Judô.

Primeiro o time israelense foi avisado que só poderia entrar em Abu Dhabi vindos da Jordânia. Isto depois de terem avisado que viriam pela Turquia. Depois, ao chegar em Abu Dhabi, foram proibidos de usar qualquer insígnia que mostrasse seu país, usando, em vez disso, o símbolo da Federação Internacional de Judô. Mas como todo o mundo sabia o país que eles representavam, atletas muçulmanos se recusaram a apertar as mãos dos israelenses sem qualquer repercussão. O vídeo do representante dos próprios Emirados, Rashad Almashjari virando as costas a Tohar Butbul depois de perder para ele, está disponível na internet. E para finalizar, quando Tal Flicker ganhou a medalha de ouro na categoria meio-leve, a bandeira de Israel não foi hasteada e em vez disso, ele teve que cantar a Hatikva sozinho, em voz baixa, em cima da cacofonia do hino da Federação.

Quando Gili Cohen ganhou a medalha de bronze na categoria meio-leve para mulheres, o mesmo ocorreu. Ela recebeu a medalha, mas nenhum aperto de mão ou qualquer outro reconhecimento.

Dias antes da competição, depois de receber um protesto do Congresso Mundial Judaico, a Federação Internacional de Judô teria exigido aos Emirados que tratasse a delegação israelense com completa igualdade a outros atletas, sem qualquer exceção. Mas hipocritamente o próprio site da Federação Internacional de Judô omite Israel entre os países competidores. Inexplicavelmente ela inclui os atletas israelenses baixo a seu símbolo, listando a Federação como um “país”.

Depois do encerramento, e com a publicação do comportamento indecoroso dos atletas e da organização, o presidente da Federação de Judô dos Emirados se desculpou e entre os dentes congratulou o time de Israel. Ah, então, está tudo bem, não é?? Tudo esquecido. Que ótimo! Até a próxima vez.

Um verdadeiro absurdo, passado em branco. O que se poderia fazer? Primeiro, países poderiam se recusar a participar, boicotando o evento. Se isto não fosse possível, por mexer com o calendário das competições qualificadoras, os países que quisessem protestar esta discriminação, deveriam tomar a medida dinamarquesa e exigir usar também o símbolo da Federação. Isto seria um tapa na cara dos Emirados mostrando que este tipo de atitude não é aceita pelo mundo civilizado, em especial nos esportes, tirando-lhes a legitimidade de hospedar uma competição verdadeiramente internacional. Não haveria mais países, somente representantes da Federação e eles. Seus atletas não saberiam quais eram os israelenses e seriam obrigados a apertar a mão de todos.

Isto poderia ter sido a posição do Brasil, que teve a segunda maior delegação na competição depois da Rússia. Mas infelizmente isto parece estar longe das considerações da Federação Brasileira de Judô. A única coisa seria uma repercussão maior da mídia e um protesto do público que poderia ser feito através das mídias sociais para isso não acontecer outra vez.  Fica aqui meu protesto. As imagens dos atletas israelenses serão publicadas no meu comentário na Hora Israelita, no meu blog, facebook e Twitter que vocês podem seguir.

Aqui nos Estados Unidos, a insanidade continua e me arrependo de não ter estudado psiquiatria. Estaria fazendo uma fortuna. A ultima onda que a esquerda está tentando organizar é um encontro no próximo dia 8 de Novembro, no primeiro aniversário da eleição de Trump, aonde as pessoas poderão gritar impotentemente aos céus.

Não é só gritar aos céus, mas gritar impotentemente aos céus. Estou tentando entender o que é isso?? Será que é para não confundir com o movimento de chorar no travesseiro depois de comer uma lata de sorvete? O que é isso? Até agora nove cidades irão participar neste besteirol coletivo.

E que culpa tem o céu se a Hillary perdeu?? Depois dela culpar dezenas de pessoas por perder a eleição, incluindo Barack Obama, John Biden, Bernie Sanders, o New York Times, sexismo, os americanos ignorantes, Vladimir Putin e outros, o que fez o céu para merecer isto?

Seus simpatizantes não deveriam estar gritando contra ela, que fez uma campanha miserável??  

É, Trump não é um presidente classudo. Ele não gosta da politicagem e restrições que ele acha descabidas. Por isso, esta semana ele decidiu abrir todos os arquivos sobre o assassinato do presidente Kennedy indo contra as agencias de segurança, porque acha que o interesse público as sobrepuja depois de 54 anos.

Por outro lado, dá para entender que os inconformados queiram gritar. O Estado Islâmico está derrotado, o desemprego caindo vertiginosamente, a revogação de incontáveis regulamentos, a redução de impostos, a bolsa batendo recordes, o crescimento da economia. Enfim, tudo o que a esquerda não queria que acontecesse ainda mais em menos de um ano.

Em outras palavras, está provado que é melhor ter um presidente mal educado e bem sucedido do que um carismático fracassado.


Fica aí meu recado.