Sunday, January 14, 2018

O Fechamanto da UNRWA e a Volta à Realidade Para os Palestinos - 14/01/2018

Imaginem acordar em seu quarto de hotel na Paradisíaca ilha de Oahu com um alarme avisando a chegada de um míssil balístico; e que você precisa procurar abrigo imediatamente e que esta mensagem não é um treinamento, mas de verdade.

Parece uma cena de abertura de um filme de ação, mas foi exatamente o que aconteceu ontem no Estado do Hawaii. Por 38 minutos, até o ataque ser desmentido pelas autoridades, 1.7 milhões de residentes e turistas entraram em pânico, sem saber o que fazer. Pessoas entraram em banheiras e se cobriram com colchões, passageiros no aeroporto se jogaram no chão, como se isso fosse ajudar contra radiação. Enfim, foi uma mostra patética de como os Estados Unidos estão despreparados para um ataque da Coreia do Norte.

A verdade é que não há um só abrigo contra bombas no Hawaii ou em Guam, ou qualquer outro território americano do Pacífico. Os poucos abrigos na Califórnia estão fechados há décadas. Se os governos estaduais alocarem fundos para construir abrigos, pelo menos algo positivo terá resultado deste erro. E com certeza a liderança na Coreia do Norte e no Irã devem ter seguido as reações do publico e mídia americanas com muito interesse e trocado congratulações por terem feito os americanos se ajoelharem sem fazerem nada. 

Mas o assunto hoje é a UNRWA. A agência da ONU especificamente destinada a refugiados palestinos, criada em 1949 depois da milagrosa vitória de Israel contra os exércitos de oito países árabes e duas forças irregulares. Foi muito nobre da ONU ter criado esta agência para os palestinos enquanto centenas de milhares de judeus dos países árabes fugiam dos pogroms no Oriente Médio.

O absurdo é que a agência da ONU para todos os outros refugiados do mundo - o Alto Comissariado para Refugiados - foi só criada em 1950 e hoje lida com mais de 57 milhões de pessoas. A UNRWA diz que tem 5 milhões de palestinos sob seus cuidados, descendentes e adotados dos que se registraram no passar dos anos. E para se registrar é só afirmar que alguém da familia estava morando na Palestina entre 1946 e 1948, mesmo sendo de outras nacionalidades.

A UNRWA é a maior agencia da ONU com orçamento de quase 2 bilhões de dólares anuais e continua a crescer pois aceita bisnetos de refugiados como refugiados, mesmo estando já instalados em outros países. A UNRWA tem mais de 30 mil empregados e divide sua sede entre Gaza e Aman. O Comissariado para todos os outros 50 milhões de refugiados tem 6,300 empregados em 117 países com um orçamento de pouco mais de 7 bilhões de dólares.

Um dos maiores patrocinadores da UNRWA são os Estados Unidos. Neste cenário, o presidente Donald Trump está reconsiderando a lógica de continuar a pagar por esta agência especialmente do modo que ela opera hoje.

Trump já mandou congelar $125 milhões, ou um terço dos fundos destinados à UNRWA e ele quer saber que destino é dado às outras centenas de milhões do dinheiro do contribuinte americano. Trump já declarou em seu Twitter, que ele quer tornar o patrocínio contingente à cooperação palestina na resolução do conflito com Israel.

A preocupação de Trump é legítima. A UNRWA tinha que ter sido uma solução temporária, para acomodar aqueles que saíram de suas casas conclamados pelos países árabes que prometeram destruir Israel e jogar os judeus no mar. Mas com a recusa dos palestinos em cooperar ou mesmo sentar na mesa de negociações, não há razão para a América continuar a manter esta agência indefinidamente.

Hoje a UNRWA é o maior empregador em Gaza com mais de 11.500 empregados somente na Faixa. A liderança palestina não se envolve em educação, saúde e empréstimos porque estes são os serviços fornecidos pela UNRWA. Os palestinos não dizem querer um Estado? Não parece pois não estão interessados em fornecer os serviços mais básicos.

Mas o principal problema é que a UNRWA perpetua o conflito entre Israel e os palestinos. Enquanto que os refugiados originais de 1948, os que saíram voluntariamente e os que foram forçados, poderiam ter o status de refugiados, porque 70 anos depois seus netos e bisnetos têm direito à este rótulo e aos beneficios? Todos os outros 50 milhões de refugiados espalhados pelo mundo sob os cuidados do Alto Comissariado dos Refugiados não passam seu status para frente!

Mas os palestinos têm sua própria agência da ONU!

Em vez de incentivarem os palestinos a tomarem o leme de seu destino , a UNRWA continua a fomentar a ilusão de que eles sairão de Gaza e irão para Jaffa, Haifa ou Jerusalem. É ela também que fomenta o apartheid que existe no Líbano contra os palestinos aonde mais de um milhão nascidos no país não têm direito à nacionalidade libanesa, não podem exercer muitas profissões ou ter acesso à educação. Isso além de estarem confinados a campos de refugiados aonde o radicalismo, crime e violência regem. Mas por serem refugiados da UNRWA, o governo libanês pode lavar suas mãos e se recusar a integrá-los na sociedade.

Tudo isso pode mudar se a UNRWA fechar. Se a agência diz ter como objetivo ajudar os refugiados a se tornarem autossuficientes, ela tem conseguido torna-los totalmente dependentes de sua ajuda perpetuando o mito do “direito de retorno”. Alguém tem que dar uma dose de realidade para este pessoal.

Além disso, a UNRWA perpetua a cultura de direitos. Por gerações os palestinos em Gaza, na Jordânia, na Judeia, Samária e Líbano têm recebido dinheiro e serviços da agência como um direito, não um favor. Ela deveria promover a iniciativa pessoal e não mina-la através da distribuição de esmolas.

Já fazem doze anos que Israel removeu todas as comunidades judaicas e posições militares da Faixa de Gaza. Mas doze anos mais tarde, a UNRWA continua a tratar os palestinos de Gaza como refugiados. E porque?? Não estão em sua terra? E porque os palestinos governados pela Autoridade Palestina na Judeia e Samaria continuam a ser considerados refugiados? Qual a diferença entre os que são refugiados e outros palestinos que não o são?? Existe algum palestino que não seja refugiado? E porque o status de refugiado palestino é transmitido hereditariamente, algo que é negado a todos os outros refugiados do mundo?

Residentes árabes de Gaza e da Judeia e Samaria têm o direito de voto em eleições palestinas, quando elas acontecerão. Mas com os palestinos continuando a preferir a retórica inflamatória e belicosa do Hamas, eles são culpados por não escolherem uma liderança mais prática, uma liderança que queira realmente construir um estado e não só destruir Israel.

E é por isso que os palestinos continuam a ser uma sociedade fracassada. A pergunta de Trump é até quando os Estados Unidos têm que pagar para manter uma sociedade fracassada? Especialmente quando metade do dinheiro dado aos palestinos é usado para pagar salários de terroristas e suas famílias?

Donald Trump tem razão em questionar se o dinheiro do contribuinte americano está sendo usado sabiamente neste caso. Muitos defendem a redução gradual da ajuda para a UNRWA para não causar um problema humanitário em Gaza. Mas de acordo com todas as acusações contra Israel, o problema humanitário já existe.

E talvez o fechamento da UNRWA de uma vez por todas, seja o balde de água fria necessário para acordar os palestinos para a realidade.    



Sunday, January 7, 2018

Trump e a Brilhante Estratégia do Twitter - 07/01/2018

Quando o lider da Coreia do Norte Kim Jong Un proclamou em seu discurso de Ano Novo que ele guardava o botão nuclear em sua mesa e que seu arsenal de mísseis poderia atingir todos os Estados Unidos, não esperava uma reação tão pronta do presidente Trump.

O Donald respondeu como se deve a qualquer bully: que ele também tinha um botão, que era maior que o do líder norte-coreano e que seu botão americano “funciona”. Imediatamente a mídia enlouqueceu, chamando a resposta de Trump de irresponsável, infantil, insana, que não se brinca com “botões nucleares”, e até que sua insegurança sexual iria causar a destruição do mundo!

Mas um dia depois do tweet de Trump, inexplicavelmente o lider da Coreia do Norte decidiu reabrir o canal de comunicações com a Coreia do Sul fechado há anos. Kim Jon Un deve ter realizado que era mais “seguro” falar com seus vizinhos diretamente do que continuar a cutucar o louco do Trump.

Absolutamente brilhante!

A mídia odeia o uso do Twitter por Trump porque ele a corta como intermediária e a faz parecer irrelevante. Ele prefere compartilhar suas opiniões diretamente com o público e consegue faze-lo melhor em 280 letras do que as longas e frequentemente erroneas analises,  do The New York Times.

No âmbito internacional, Trump não parou na Coreia do Norte e partiu para “limpar a casa” das velhas estratégias que não funcionam. Como parar com a mania da América de pagar centenas de milhões de dólares de dinheiro dos contribuintes para países hostís. E os primeiros da lista são o Paquistão e os palestinos.   

No dia 1º de janeiro, em seu primeiro twitt de 2018, Trump disse que “os Estados Unidos bobamente deram ao Paquistão mais de 33 bilhões de dólares em ajuda nos ultimos 15 anos e eles deram em troca somente mentiras e enganações, achando que nossos lideres são tolos”. Ele continuou acusando os paquistaneses de darem “asilo a terroristas que nós caçamos no Afeganistão. Não Mais!” 

Isto foi uma clarissima mensagem ao país que desde os ataques de 11 de setembro de 2001 tem dado refugio a membros do Talibã que continuam a promover a guerra contra Kabul. O Paquistão também continua a proteger lideres do grupo Haqqani que promove ataques contra as forças americanas no Afeganistão e que o governo Obama designou como terrorista em 2012.

Mas mesmo cuspindo nos olhos de Washington e colocando em perigo as tropas americanas, o Paquistão continua a ser um feliz recipiente de montanhas de dinheiro dos Estados Unidos. Trump merece uma comenda por advertir os paquistaneses que a America não está mais sujeita a ser enrolada como os turistas em seus bazares. 
  
A resposta paquistanesa foram protestos nas ruas e queima de bandeiras americanas como se tanta mostra de “amor” fosse mudar a ideia de Trump!

E aí Trump voltou sua atenção para os palestinos.

No dia 3 de janeiro, Trump escreveu “Não é só ao Paquistão que pagamos bilhões de dólares por nada, mas também muitos outros países e outras entidades. Como exemplo, pagamos aos palestinos Centenas de Milhões de Dólares por ano e não recebemos nem apreciação, nem respeito”. Ele adicionou dizendo “os palestinos não querem nem mesmo negociar uma paz que já deveria ter sido finalizada há muito tempo com Israel... Com os palestinos se recusando a discutir a paz, porque estamos obrigados a fazer estes pagamentos massivos para eles?”

Aaaah!!!!! Até que enfim!!! Esta é uma excelente pergunta, Sr. Presidente!

A ajuda americana aos palestinos ultrapassou os 5 bilhões de dólares nos últimos 20 anos apesar deles serem os maiores recipientes per capta do mundo de ajuda internacional. Só em 2016, Washington forneceu aos palestinos $357 milhões de ajuda na Judeia, Samaria e Gaza e outros $355 milhões para a UNRWA, a agência da ONU exclusiva para refugiados palestinos, baseada em Gaza.

Mas isso não foi o suficiente para deter os palestinos de desafiarem os Estados Unidos nos foruns internacionais, denunciando-a em tons ofensivos, invariavelmente expressando solidariedade aos inimigos da America.  Há apenas 5 meses, Mahmoud Abbas mandou um telegrama para o ditador do botão nuclear norte-coreano desejando-lhe “saude e felicidades” mesmo após ele ter ameaçado atacar os Estados Unidos com armas nucleares.

Há 3 semanas, Abbas postou em sua conta Twitter uma foto de Trump ao lado de Adolf Hitler dizendo não haver diferença entre os dois. Isto não é o comportamento esperado de um recipiente de ajuda de centenas de milhões de dolares. Mas os palestinos têm se safado dele por tantos anos, que virou rotina.

Durante os últimos 25 anos, a posição de todas as administrações americanas foi de apoiar os palestinos incondicionalmente. A administração Obama não foi diferente da de George Bush neste aspecto. A maior diferença entre os presidentes foi a hostilidade aberta de Obama para com Israel e não o inconfortável apoio de Bush aos palestinos. 

As administrações Clinton, Bush e Obama mantiveram seu apoio incondicional aos palestinos apesar deles nunca cumprirem o prometido. Eles nunca, de modo algum, abraçaram a ideia de paz com Israel. De fato, a suposta moderada Fatah - que controla a OLP e a Autoridade Palestina - que tem aceito os bilhões de dolares em ajuda americana desde 1994, nem mesmo reconhece o direito de Israel de existir!

Quando os palestinos foram finalmente para as urnas em 2006, viraram as costas para a America e elegeram o Hamas para lidera-los. Mas em vez de aceitar a democrática decisão palestina de rejeitar a paz, Condoleeza Rice e Bush simplesmente fingiram que os palestinos tinham votado contra a corrupção da Fatah e continuaram com a ajuda financeira a eles aumentando-a ano a ano.

Então com todo este dinheiro Americano, europeu e árabe jorrando para os bolsos palestinos, o Hamas pode tranquilamente usar os $100 milhões de dólares alocados pelo Irã para continuar armando suas forças, cavar túneis e fabricar mísseis para sua próxima guerra com Israel.

E falando do Irã... Uma das razões para as manifestações que explodiram em várias de suas cidades foi um orçamento milionário para operações militares no exterior enquanto que o preço de produtos internos básicos subiu em até 40%. Tanto o Supremo Líder Ali Khamenei, como o Supremo Líder da Coreia do Norte, (todos adoram este título!) acham ok fazer seu povo passar necessidades para avançar suas ambições expansionistas.

Trump imediatamente entendeu o que estava se passando e twitou seu apoio aos manifestantes denunciando o desperdicio do dinheiro publico do Irã com grupos terroristas. Isto deixou o governo Rouhani tão possesso que  protocolou uma queixa formal junto à ONU, acusando os Estados Unidos de interferirem do modo “grotesco” em seus assuntos internos com twits absurdos”. O enviado iraniano pediu a condenação dos Estados Unidos pela ONU por “atravessar cada linha do direito internacional que governa a conduta civilizada das relações internacionais”.  Uau! Trump conseguiu tudo isso em menos de 280 letras!
E aí está a inteligência da estratégia de Trump.

Ao passar por cima da diplomacia tradicional, das conversas de pé de orelha nos bastidores, da retórica florida mas totalmente vazia de significado, Trump com seu Tweet, consegue mandar sua mensagem sem filtro, direto, da maneira mais efetiva falando para sua audiencia que ele está sério no que quer fazer e no que acredita.

Hoje ele bateu a bola para o campo dos recebem ajuda americana desafiando-os a escolherem entre o dinheiro e suas ideologias e estratégias nefastas.

Então, neste começo de 2018 vamos esperar que Trump continue a usar o tweeter e que a liderança palestina receba um choque suficientemente grande para lhe devolver a sanidade. Outros países parecem ter entendido a mensagem. O Egito já teria dito aos palestinos manterem sua capital em Ramallah e esquecerem de Jerusalem.


Sacudindo o status quo e mostrando que há um limite para a paciência Americana para ofensas e falta de agradecimento, Trump não está só trazendo um pouco de dose de moral de volta ao mundo. Está em poucos dias desatando todo um contexto geopolítico que estava travado há decadas, sem solução. 

Somente por isso, continue twittando Sr. Presidente! Continue twittando...

Sunday, December 31, 2017

Projeto Cassandra Para Terminar o Ano - 31/12/2017

Difícil pegar um só tema para terminar o ano. Tantas coisas importantes aconteceram em 2017! E apesar das piores predições da História que o mundo iria acabar com Trump, ou com o Brexit, aí estamos!

Trump foi empossado e a economia e o mercado americanos estão em alta, o desemprego em baixa e os cortes em impostos prometem mais prosperidade para 2018.

No âmbito internacional, a posição americana na ONU com Nikki Haley deu uma guinada de 180 graus com relação a Israel, o Estado Islâmico foi finalmente chutado de seu território - apesar de continuar a existir como ideologia - a Coreia do Norte e a Rússia decidiram peitar a América, e o Irã ampliou sua influência no Oriente Médio com a guerra civil na Síria e no Iêmen. Trump reconheceu Jerusalem como Capital de Israel e mandou uma mensagem aos palestinos que não mais contribuirá com os salários milionários dos terroristas pagos anualmente por Abbas. A Guatemala seguiu o exemplo americano e anunciou a mudança de sua embaixada para Jerusalem criando um novo clima para as negociações de paz entre Israel e os palestinos que terão que se adaptar.

Trump terá que criar novas estratégias para lidar com tudo isso e 2018 promete ser um ano muito conturbado em política externa.

Mas sem dúvida o Irã será o assunto principal. E nestes três últimos dias de 2017, o país dos aiatolás está nas noticias. E não são boas. Milhares de iranianos estão saindo nas ruas para protestarem contra as políticas do regime e seu orçamento para o ano que vem. Os mulás cortaram milhões em assistência social no país, mas aumentaram doações para grupos estrangeiros, como os Houthis, os Sírios e a Hezbollah além de aumentarem o preço da gasolina. Imaginem, um dos maiores produtores de petroleo do mundo!

Após a assinatura do controverso acordo nuclear com Obama, o povo iraniano esperava uma melhora na economia com o fim das sanções. Mas como com todo regime totalitário, os benefícios não fluíram do topo para o povo. Os 150 bilhões de dólares em cash enviados por avião aos iranianos por Obama foram destinados ao patrocínio de grupos terroristas no exterior e para consolidar a hegemonia iraniana no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen e fomentarem revoltas nos países do Golfo e Arábia Saudita.

E estes recentes protestos no Irã coincidem com mais um escândalo do governo Obama, descoberto pela revista americana Politico que revelou uma sórdida campanha do ex-presidente para enterrar uma investigação sobre a Hezbollah que envolvia um enviado sênior no Irã, um banco libanês que alegadamente lavou bilhões de dólares de dinheiro de drogas e armas e um membro de uma célula nos Estados Unidos da força paramilitar do Irã, o Al-Quds.  De acordo com os documentos do Advogado Geral dos Estados Unidos em Nova Iorque, a Hezbollah teria lavado nada menos que $483 milhões de dólares usando o esquema. A investigação chamada de Projeto Cassandra, lançado em 2008 pela DEA, foi despedaçada e isso foi ordenado de cima, de acordo com David Asher, um analista financeiro que ajudou a gerenciar o caso.

A revista Politico disse que a investigação incluiu hotéis de luxo na América Latina, estacionamentos na África, bancos e campos de batalha no Oriente Médio, mas o maior impacto foi, (prestem atenção), as cargas de cocaína de várias toneladas destinadas aos Estados Unidos, e centenas de milhões de dólares de sua venda transferidos para a Hezbollah, uma organização já designada pelo governo americano como terrorista.

Isto não chamaria atenção se os Estados Unidos não estivessem vivendo uma verdadeira epidemia de mortes por opióides, incluindo a cocaína. Só em 2016 foram mais de 64 mil mortes por overdose.

Em 2009, Obama começou sua presidência prometendo melhorar as relações com o Irã como parte de seu tour apologético ao mundo muçulmano. Para ele a política da administração Bush de pressionar o Irã para encerrar seu programa nuclear ilícito não estava funcionando e que ele convenceria Teerã a reduzir as tensões.

O homem que se tornaria o principal assessor de contra-terrorismo de Obama e depois o diretor da CIA, John Brennan foi mais além, recomendando em 2013 que os Estados Unidos promovessem uma assimilação maior da Hezbollah no sistema político libanês.

Quando os investigadores pediram aprovação do Departamento de Justiça e do Departamento do Tesouro para processarem os envolvidos, ninguém respondeu.

Ninguém sequer pensou em dar uma segunda olhada no testemunho de Katherine Bauer, ex-funcionária sênior do Departamento do Tesouro, perante o Congresso em fevereiro deste ano que afirmou que a “administração Obama reduziu o escopo destas investigações com medo de colocar o Irã em má posição e colocar em risco o acordo nuclear”.

David Asher disse que Obama estava fazendo de tudo para não insultar o Irã antes, durante e após o acordo nuclear e a implosão do Projeto Cassandra objetivou cortar completamente as investigações envolvendo o Irã e a Hezbollah.

“Quanto mais próximos estávamos da assinatura do acordo, mais as investigações foram afetadas”. Por último os investigadores foram drenados até o último, transferidos para outros postos ou simplesmente demitidos, até a morte final do Projeto.

De acordo com ex-membros da força-tarefa e outros funcionários americanos, como resultado desta política, o governo americano perdeu valiosa inteligência não só do tráfico de drogas e outras atividades criminosas em todo o mundo, mas também sobre as conspirações ilícitas da Hezbollah com altos funcionários dos governos iraniano, sírio, venezuelano e russo – que chegaram até os presidentes Nicolas Maduro, Assad e Putin,.

Desde a publicação do artigo do Politico, representantes republicanos no Congresso têm exigido uma revisão destas alegações. Os membros da administração Obama saíram em sua defesa dizendo que tudo isso é pura “propaganda” promovida pelos críticos do acordo nuclear. A administração Trump já indicou que irá investigar o assunto.

Se pelo menos uma fração destas alegações for real, teremos aí um presidente com sangue de americanos em suas mãos. Que maquiavelicamente usou o principio de “os meios justificam os fins”, sem se importar com a proliferação de armas e drogas que diariamente dizimam americanos para ter seu “marco” em política externa.

Hoje o presidente Trump enviou uma mensagem ao povo iraniano apoiando seus protestos. Em contraste, em 2009, Barack Obama ficou do lado dos aiatolás contra o povo que saiu para protestar o resultado roubado da eleição no país. Tudo isso porque ele queria um acordo com o Irã. O sangue do povo iraniano, os ativistas mortos, torturados, desaparecidos e executados, também está em suas mãos.


Hoje à noite, como em todos os anos, teremos uma festa em Times Square. Só que o frio este ano está absolutamente insuportável. Estamos esperando entre -18 e -20 graus à noite. Assim, recomendo aos ouvintes que estão na Big Apple e querem participar da queda da bola, para colocarem muitas camadas de roupa, cobrindo cada pedacinho de pele, levarem garrafas térmicas com chá ou algo quente e muita paciência para varar os pontos de segurança. Um ótimo 2018 a todos com muita saúde, paz, sucesso e é claro, muitas boas noticias para discutirmos no ano que vem!!!