Sunday, June 28, 2015

O Estupro da Verdade - 28/06/2015

Na última sexta-feira, no espaço de poucas horas, terroristas islâmicos perpetraram ataques em três continentes. Primeiro, na França, uma cabeça de um homem com escritos em árabe foi afixada ao portão de uma fábrica de gases comprimidos no sudeste do país. Logo depois, um suicida se explodiu dentro de uma mesquita shiita na cidade do Kuwait matando mais de 30 e ferindo mais de 200. E na Tunísia, 37 turistas foram mortos metralhados na praia e em seu hotel.  Este dia será lembrado como a sexta-feira sangrenta do mês do jejum islâmico do Ramadan.

O Estado Islâmico continua avançando e ontem lançou mais uma ofensiva contra Kobani, na Síria, matando pelo menos 200 civis.

Por seu lado, os Estados Unidos estão empurrando para a frente o acordo com o Irã . E cada vez que o ocidente concorda com uma demanda iraniana, o Supremo Líder endurece mais sua posição. Na semana passada ele repetiu que não aceitará inspeções em suas bases militares, não aceitará inspeções surpresas e não desmantelará sua pesquisa em mísseis balísticos. Tudo o que faria um acordo funcionar. Especialistas militares assinaram uma carta expondo suas preocupações e reservas com o acordo para a segurança nacional americana, mas Obama não se importa. Ele quer deixar isso como parte do seu "legado".

Enquanto tudo isso ocorre, a economia da Grécia está implodindo. O povo está correndo aos bancos com a decisão do governo de fazer um plebiscito que ao final poderá resultar na saída dos gregos da comunidade europeia. O socialismo grego acabou com o dinheiro do país e os outros membros da Europa não querem mais pagar por estas políticas falidas.

Com o mundo em turbulência, a ONU continua em sua realidade alternativa ocupando-se com seu vilão favorito: Israel.

Depois do infeliz relatório de Leila Zerrougui, a Representante Especial do Secretário-Geral sobre as Crianças em Conflitos Armados, publicado na semana passada condenando Israel, esta semana foi a vez do Conselho dos Direitos Humanos de publicar suas conclusões sobre a Operação Barreira Protetora, ou a guerra do Hamas contra Israel no ano passado.

A juíza americana Mary McGowan Davis, parceira da antissemita Navi Pillar, disse que as ações de Israel em alguns casos, podem ser consideradas como “crimes de guerra”. Que surpresa!

O Hamas recebeu o relatório com alegria. Para seus terroristas, atacar a população civil de Israel com milhares de mísseis e mal serem mencionados como violadores é o mesmo que uma aceitação de suas ações pela comunidade internacional.

McGowan Davis já trabalha com a ONU contra Israel há anos. E não importa que os dados que mostram os crimes do Hamas figurem no próprio relatório. Como por exemplo, que o Hamas e outros grupos palestinos lançaram sobre Israel 4.881 mísseis e 1.753 morteiros entre 7 de julho e 26 de agosto de 2014. Que 67 soldados e seis civis israelenses morreram incluindo Daniel Turgeman, um menino de 4 anos e 1.600 civis foram feridos incluindo 270 crianças. Para ela, isso não é o suficiente para condenar o Hamas.

Sobre as centenas de tuneis que chegavam no centro das comunidades agrícolas em Israel, Davis simplesmente decidiu que “não há determinação conclusiva da intenção do Hamas para construí-los”. Isto é um insulto à nossa inteligência - mas o que esperar da ONU?

Com a forçada resignação do chefe original da investigação William Schabas, depois que veio a tona o fato dele ter trabalhado para a OLP, Davis prontamente levou à frente a agenda de Schabas e com o mesmo lema: primeiro o veredito, depois procuramos as provas.

E estas supostas provas ela conseguiu dos próprios palestinos e seus simpatizantes. Mesmo assim, ela conclui que mais da metade dos palestinos mortos eram militantes do Hamas ou de outro grupo armado.

O que este relatório não leva em consideração é que a proporção de baixas civis em relação a combatentes é a menor de todas as guerras que a humanidade travou na história. É de 1 para 1. Na maioria das outras guerras, há no mínimo 3 vezes mais civis que morrem do que combatentes. É só ver o que se passa no Iraque e na Síria com suas centenas de milhares de mortos. Mas para Davis, o exército de Israel deveria ter mudado sua conduta depois de ter verificado que civis foram mortos.

Israel agiu muito além do que era requerido pela lei internacional para proteger os civis palestinos. Ela jogou panfletos avisando aonde iria atacar, fez ligações telefônicas, mandou mensagens de texto e por último, enviou explosivos inofensivos como uma “batida na porta”. Tudo isso é sem precedentes na história dos conflitos e foi feito à custa de vidas israelenses.

Mas não sou eu quem está dizendo isto. Os 11 membros do Nível Superior do Grupo Militar Internacional que inclui generais da OTAN e o embaixador para crimes de guerra do Departamento de Estado americano Pierre-Richard Prosper declararam que “Israel não só cumpriu com os padrões internacionais das leis de conflito armado mas na maioria dos casos, excedeu os padrões.”

O incrível é que por outro lado, a conduta moral de Israel preocupa os peritos em lei militar pois para eles, os padrões usados são tão altos que outros países não poderão alcança-los! O especialista alemão em direito militar Wolff von Heinegg, disse recentemente que Israel “toma mais precauções do que o exigido e com isso está estabelecendo um precedente desarrazoado para outros países democráticos que possam estar lutando em guerras brutais e assimétricas contra atores não estatais que abusam estas leis”.

Davis simplesmente deixa isso tudo de lado e chega numa equivalência imoral entre os atos terroristas do Hamas e Israel que tenta proteger seus civis de ataques. Isto não está muito longe das exigências de sua mentora Navi Pillar que na guerra anterior queria que Israel desse ao Hamas unidades do Domo de Ferro!

Davis chegou a admitir que não pôde estabelecer com certeza o que aconteceu em certos incidentes nas isso não a deteve de chegar a conclusões ridículas com recomendações ainda mais ridículas. Estas conclusões e recomendações não são só moral e intelectualmente falidas. mas se tomadas seriamente, elas irão impedir não só Israel, mas outras democracias de usarem qualquer meio militar de defesa por inteiro. Forçar países democráticos e defensores da liberdade a desmantelarem seus exércitos não é uma receita para a estabilidade mundial.

Mas todos nós sabemos que a ONU, com seu grande bloco de países déspotas e terroristas é institucionalmente programado para atacar Israel porque é o único país no Oriente Médio aonde há liberdade. A ONG UNWatch relatou que deste sua criação, o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou Israel mais vezes do que todos os outros países do mundo juntos. Deveríamos perguntar, porque países europeus e os Estados Unidos continuam a ser membros deste órgão de ódio?

Este relatório de Davis para a ONU é só a última manifestação do mundo kafkiano que vivemos. Este mundo que se tornou um pogrom gigante, tanto físico como intelectual. Aonde crianças são crucificadas por terem comida em sua posse no mês de Ramadan, aonde mulheres são apedrejadas, aonde intelectuais do ocidente são mortos por desenharem cartoons e o resto de nós passa o tempo a ponderar se vale a pena expressar uma opinião.


Aonde um pequeno país, um oásis de democracia e liberdade é atacado não só por seus vizinhos bárbaros mas pelo suposto mundo desenvolvido.  

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