Thursday, March 30, 2017

UN Watch e a Comissão de Direitos Humanos - 26/03/2017

Mais um ataque contra o mundo livre esta semana, desta vez em Londres causando a morte de quatro pessoas e ferindo mais de 40 de 10 nacionalidades diferentes, inclusive três crianças francesas.  Desta vez o perpetrador não foi um jovem impressionável, mas um muçulmano de 52 anos nascido e criado na Inglaterra. Este é o resultado da doutrina multiculturalista que negou a integração e assimilação dos estrangeiros por gerações sem fim.

Mas hoje vamos falar sobre o Conselho de Direitos Humanos da ONU. Na segunda feira passada o representante da ONG UN Watch, conseguiu silenciar os membros do Conselho e não foi com uma retórica brilhante, foi simplesmente usando os fatos históricos e incontroversos na cara de cada um deles.

Depois de ouvir os representantes da OLP, Qatar, Sudão, Síria, Bahrain e Arábia Saudita, todos “bastiões” dos direitos humanos, sobre o suposto “apartheid” cometido por Israel, Hillel Neuer, Diretor Executivo da UN Watch, fez as seguintes considerações que coloco em parte:

“Sr. Presidente, deixe-me começar colocando o seguinte nas minutas: Tudo o que ouvimos  - dos piores transgressores dos direitos humanos, direitos das mulheres, de liberdade de religião, da imprensa, de congregação, de expressão, é absolutamente falso.

O relatório proposto hoje não considera que os israelenses merecem direitos humanos. Durante o final de semana, o Presidente Abbas anunciou que daria a mais alta medalha do seu governo a Rima Khalaf, que resignou da Comissão Econômica e Social da Ásia Ocidental depois que o Secretario Geral Guterrez mandou que ela removesse um relatório absurdo acusando Israel de “apartheid”. A acusação é absurda porque 1.5 milhões de árabes que vivem em Israel têm amplos direitos de voto e de serem votados, eles trabalham como médicos, policiais, advogados e são membros da Suprema Corte do país.

Agora eu gostaria de ouvir dos membros desta comissão, que confeccionaram este relatório, os estados árabes que acabaram de falar, o Egito, o Iraque e os outros. Quantos judeus moram em seus países? Quantos judeus moram no Egito, no Iraque, na Jordânia, no Kuwait, no Líbano, na Líbia, no Marrocos?

Houve um tempo em que o Oriente Médio estava cheio de judeus. A Argélia tinha 140 mil judeus. Argélia, aonde estão seus judeus? O Egito tinha 75 mil judeus. Aonde estão os seus judeus? A Síria tinha dezenas de milhares de judeus. Aonde estão seus judeus? O Iraque tinha mais de 135 mil judeus. Aonde estão os seus judeus?

Sr. Presidente, aonde está o apartheid? Porque há uma comissão da ONU sobre o Oriente Médio que não inclui Israel? Desde os anos 60 e 70 os membros desta comissão se recusam a incluir Israel. Aonde está o apartheid Sr. Presidente?

Sr. Presidente, estamos nos reunindo hoje numa agenda que discrimina apenas um estado. O estado judeu. Aonde está o apartheid, Sr. Presidente?”

O silencio na sala que se seguiu foi ensurdecedor.

Nos últimos anos os fortes ventos, contra Israel não param de soprar. Mas de vez em quando podemos sentir uma brisa contrária que nos dá alguma esperança.

Surpreendentemente este discurso da UN Watch pode ter começado uma revolução no Conselho de Direitos Humanos que tem de tudo, menos direitos humanos. Pode ter sido o discurso ou o recente ataque em Londres, mas a Inglaterra tomou a palavra no final da 34ª Sessão e notificou o Conselho sobre o que chamou de “foco desproporcional sobre Israel”.  Somente nesta semana, o Conselho de Direitos Humanos aprovou nada menos que cinco resoluções contra Israel. O representante do Reino Unido deixou claro que seu país votaria junto com os Estados Unidos contra todas as resoluções condenando Israel se “as coisas não mudassem”.

Em particular, o representante inglês notou que das 135 resoluções aprovadas pelo Conselho, 68 foram contra Israel. Ele disse que apesar de seu país não reconhecer a anexação dos Altos do Golan, não poderia neste momento exigir que Israel entregasse o território para a Síria. Em sua declaração na sexta-feira, o representante inglês disse que o Conselho precisava reconhecer o contínuo terrorismo, incitação e violência que Israel enfrenta. Os esforços renovados do Hamas em reconstruir os túneis são preocupantes. E a incitação antissemita e glorificação do terrorismo continuam. E apesar disto, nem nas discussões do conselho nem em suas resoluções houve qualquer menção sobre o terrorismo ou incitação. E isso é inaceitável.

A missão inglesa também questionou porque Israel permanecia em uma agenda obrigatória enquanto “a Síria continua a massacrar e assassinar seu próprio povo diariamente”.

A administração de Donald Trump por seu lado ameaçou retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos dizendo que até agora o órgão foi totalmente ineficaz sobre a situação mundial dos direitos humanos.

O novo secretário de estado Rex Tillerson, escreveu uma carta para nove promotores de direitos humanos da ONU e ONGs dizendo que o Conselho precisa de uma considerável reforma para que os Estados Unidos participe. Tillerson expressou sua preocupação com as violações de direitos humanos dos países membros do Conselho como a China, Egito e Arábia Saudita.

Setenta anos atrás, como consequência das atrocidades nazistas, a esposa do presidente Americano Eleanor Roosevelt e o filósofo jurídico francês René Cassin se reuniram para o primeiro encontro da Comissão de Direitos Humanos da ONU para reafirmar os princípios de dignidade humana e estabelecer um órgão que garantisse as liberdades fundamentais para todos.

Com o tempo, a ideia azedou. Ditadores sequestraram esta organização internacional. Em 2003 chegaram a eleger o regime assassino da Líbia de Muamar Khadafi para sua presidência!

Fico imaginando, se Eleanor Roosevelt e René Cassin estivessem vivos hoje, e soubessem que a instituição que criaram tornou-se um corpo grotesco que legitima assassinos, ditadores e antissemitas, não se revoltariam com a transformação da organização?  

Realmente, ouvir condenações da Arábia Saudita que Israel pratica discriminação e extremismo; da Síria, que Israel constrói muros e judaíza Jerusalem; do Sudão, que Israel pratica violência e terrorismo contra os palestinos e de Qatar que o apartheid de Israel constitui um crime contra a humanidade é o cúmulo do absurdo.

Estes países só puderam se apoderar das organizações internacionais porque a esquerda se apoderou do discurso afirmando que se os países desenvolvidos dessem o respeito e o mesmo peso de voto à ditaduras e opressores, eles eventualmente iriam evoluir e se juntar ao mundo civilizado. Não foi isto o que aconteceu.

Agora temos que rezar para que esta brisa vire um furacão e devolva a sanidade ao ocidente para impedir que os piores violadores de direitos humanos do mundo se sentem em julgamento de outros.




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